A mulher na tecnologia

9 de março de 2022

Mulheres podem fazer tudo que os homens fazem, mas mulheres possuem maior capacidade de imaginar.

Esse título, na verdade, é uma frase dita por Katherine Coleman Goble Johnson, Matemática da NASA – National Aeronautics and Space Administration. Popularmente, conhecida apenas como Katherine Johnson, foi uma mulher extraordinária que realizou contribuições fundamentais para a aeronáutica e exploração espacial, em especial em aplicações da computação na NASA.

Nascida em 1918, na Virgínia Ocidental, sempre gostou de aprender coisas novas, mas era evidente que nutria uma paixão especial pela matemática. Ela desejava ser professora ou enfermeira, como as mulheres que mais admirava, até entrar na faculdade. Katherine se matriculou na West Virgínia State College quando tinha apenas 15 anos, se formando em 1937, com notas máximas em matemática e francês, aos 18 anos.

Katherine optou pela matemática, com interesse em pesquisa na área, um caminho com muitas portas fechadas para negras na época. Os primeiros empregos que conseguiu foram como professora. Em uma reunião de família, um parente mencionou que a NACA, que viria a se tornar a NASA, estava com processo seletivo aberto para mulheres, para seu departamento de navegação. Katherine inscreveu-se em 1953 e foi imediatamente aceita no novo time da NASA, o ponto de partida para se tornar fundamental em futuras ações da agência espacial norte-americana.

De 1953 a 1958 ela trabalhou como “computadora”, nome usado na época para mulheres que trabalhavam com a utilização de computadores, seu trabalho era fazer análises para tópicos como a redução da rajada para as aeronaves. Ela trabalhou como técnica aeroespacial, trabalhou para a seção de Controles aeroespaciais, onde calculou a trajetória de voo de Alan Shepard,o primeiro norte-americano no espaço, em 1959, também, no projeto Mercury, de 1961. Projeto esse que ela foi a responsável por calcular a janela de lançamento.

Sua habilidade com matemática era incrível, e ela logo se tornou uma líder no cálculo de trajetórias, sendo uma parte essencial da equipe que calculou a rota para a primeira missão tripulada à Lua, em 1969.

Katherine fez a maior parte dos cálculos do projeto e também ficou encarregada de verificar as contas dos novos computadores mecânicos da Nasa. A matemática tinha de ser perfeita para que os tripulantes da Apollo 11 voltassem à terra em segurança. A missão Apollo 11 foi um sucesso, e as importantes contribuições de Katherine a tornaram possível!

Ela se aposentou em 1986, depois de 33 anos de trabalho, mas em 1970, Katherine trabalhou na missão da Apollo 13. Assim que a missão foi abortada, ela trabalhou nos procedimentos de backup e nas cartas que auxiliaram o retorno em segurança dos astronautas para a Terra, quatro dias depois. Mais tarde, Katherine ainda trabalharia no programa dos ônibus espaciais, nos satélites de observação terrestres e na futura missão a Marte.

O impacto de seu legado pioneiro para a ciência espacial e computação lhe renderam diversas honrarias e medalhas, além de servir como modelo para outras estudantes. Desde 1979, antes de se aposentar da NASA, sua biografia tem lugar de destaque entre a lista de negros pioneiros em ciência e tecnologia.

Em 24 de novembro de 2015, o presidente Barack Obama incluiu Katherine na exclusiva lista de dezessete estadunidenses que receberam a Medalha Presidencial da Liberdade e seu nome foi citado como exemplo pioneiro de mulheres negras na ciência, tecnologia, engenharia e matemática.

Em março de 2016, começaram as finalizações do filme Hidden Figures (Estrelas Além do Tempo), que foi lançado em 2017, sobre três cientistas negras da NASA que calcularam as trajetórias de voo do Projeto Mercury e do Apollo 11 nos anos 1960. O filme é baseado no livro de Margot Lee Shetterly que documentou as carreiras e as contribuições de três extraordinárias mulheres: Katherine Johnson, Dorothy Vaughan e Mary Jackson. 

Ele passou seus últimos anos incentivando os alunos a entrar nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Ela faleceu em um lar de idosos em Newport News em 24 de fevereiro de 2020, com 101 anos de idade. Após sua morte, o administrador da NASA Jim Bridenstine a descreveu como “uma heroína americana” e declarou que “seu legado pioneiro nunca será esquecido”.

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